Assisti um filme ontem muito interessante, mais interessante foi como acabei assistindo esse filme. Só queria ir no cinema, fui, vi os filmes que estavam em cartaz e escolhi este filme. Um personagem principal aparentemente 40 anos, dois filhos um avó, uma fazenda. Um mundo pós apocalíptico onde é mais importante ser fazendeiro do que engenheiro, mas, pragas estão matando todas as plantações aos poucos.
Onde algo ocorreu a 10 anos atrás fazendo tudo retroceder, ou no mínimo parar de avançar, onde tempestades de areias são comuns e o planeta vai morrer. Onde fantasmas são reais mas não são fantasmas. Onde colheitadeiras de milho são chamadas de ceifadores, e drones, são apenas drones. Onde buracos de minhocas não ficam na terra e, não deveria ter exercito. Onde robôs são programados para nem sempre falar a verdade e, tem regulagem de discrição. Onde nas escolas se ensinam patologia de plantas, onde três dimensões é pouco.
Esses dois primeiros parágrafos é uma descrição do inicio do filme.
Como o planeta vai morrer, os humanos tem três opções plausíveis, que só conseguiram chegar até lá, por causa "deles", seres que criaram um caminho. A primeira opção só tem água e, por causa de uma onda eles perdem horas, que na verdade foram mais de 20 anos. Nessa parte do filme duas frases ficaram na minha mente, a primeira é uma indagação, "ter que esquecer?" e a segunda é "não ter medo da morte, e sim do tempo".
Uma escolha crucial é feita, e não seguem o coração.
O segundo planeta só tem gelo e a felicidade está em ver rostos. Onde o propósito principal, salvar a espécie humana foi deixada de lado. Onde destruir a humanidade é cogitada para salvar a humanidade. Por enquanto isso na Terra, a lei de Murphy incendeia lavouras para se salvar, e salvar pessoas. Enquanto isso no planeta de gelo, o verdadeiro traidor se mata. E nem por isso, o final feliz está próximo.
Muito pelo contrario, tudo só está começando. Na Terra todos se sentem abandonados e a única coisa que têm é a gravidade. Já no planeta de gelo, a única esperança é um personagem viver isolado para salvar a humanidade e os outros dois, dentre eles um robô programado para mentir e ser irônico, desistem de viver, só para salvar a humanidade.
Mas para que tanto drama, se os fantasmas são eles mesmos?
O código morse, os binários, a ideia e a solução foram eles. E "eles", somos nós. O robô programado para mentir e ser irônico (não ter ética) aparecia com as respostas. Mas a mente dele é limitada, ele não consegue ter ideais. Ele tem um conhecimento muito amplo, mas, se ninguém der a ideia, e pensar em um jeito de solucionar, mesmo a pessoa que falou como solucionar não souber como solucionar, o robô não faz nada. Eles não fazem nada. Até fazem, mas as ideias existentes não sairiam do papel (teoria), não chegariam até a solução.
Assim como ying yang, o robô frio, irônico e 90% verdadeiro é o que completa o humano sentimental, e que sabia que já errou no passado. Mas o robô não tinha só conhecimento, ele podia não ter sentimento, ... .
Para quem leu essa resenha, descobriu de que filme estou falando, e for assistir o filme, já peço desculpas adiantado (eu contei o filme todo).
Não vou terminar essa publicação com uma musica.
"Cada vez mais longe, mesmo tendo acesso fácil. CADA VEZ MAIS LONGE."
Nenhum comentário:
Postar um comentário